Como Sabemos Que Jesus Viveu Sem Pecado e Por Que Um Deus Que Quer Salvar Pecadores Tem Que Permitir o Assassinato

Publicação do Texto: Outubro 18, 2018

Paul explica como uma pessoa pode saber que Jesus viveu uma vida sem pecado, e por que um Deus que quer salvar pecadores tem que permitir o assassinato.

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Olá! Eu sou Paul D. Larson de a Fé Crível. Você alguma vez já se perguntou como sabemos que Jesus viveu sem pecado? Ou já se perguntou por que motivo Deus permite que coisas terríveis aconteçam neste mundo? À primeira vista, você pode achar que essas duas perguntas não estão relacionadas, mas elas estão, e eu gostaria de explicar por que Deus, quem enviou Jesus para morrer pelos pecadores, permite que coisas terríveis aconteçam para que então esses pecadores possam ser salvos. Há muitas razões por que Deus permite certos males, mas no momento, eu quero focar nesta única razão, por que Deus permite alguns males: Deus permite o mal e o sofrimento porque parar esses males tiraria nosso conhecimento de que Jesus viveu uma vida sem pecados e tomou sobre si o castigo dos pecadores, e Deus não atenderá um pedido que O impeça de buscar a salvação dos pecadores.

De acordo com a nossa própria experiência, o Apóstolo Paulo disse que todos nós pecamos, e o testemunho Bíblico e a nossa própria razão e nossa própria experiência nos dizem que merecemos ser castigados por nossas escolhas moralmente erradas. Ora, se um pecador (você e eu) merece ser castigado por seus próprios pecados, então ele não pode tomar sobre si o castigo que um outro pecador merece. O mesmo acontece em nosso sistema judiciário, aqui nos Estados Unidos, e em outros lugares. Se você cometer um crime e o juiz mandar você para a prisão, o juiz não irá somar sua pena com nenhum outro crime cometido por outros criminosos. A única maneira de você pagar por um crime que você não cometeu, e sim uma outra pessoa cometeu, é se você for inocente perante a lei.

De maneira similar, a única maneira de uma pessoa tomar sobre si o castigo de um pecador é se essa pessoa não for um pecador. Dado que o Apóstolo Paulo disse que todos pecaram, e que nossa própria experiência demonstra que Paulo estava certo, a única esperança para o homem ser salvo do castigo que ele merece seria se Deus mesmo viesse ao mundo, vivesse uma vida sem pecado, morresse no lugar dos pecadores e sofresse o castigo que os pecadores merecem para que assim eles não tivessem que suportar esse castigo.

Os Cristãos acreditam que Deus na verdade fez isso. Os Cristãos acreditam que Jesus era o próprio Deus e que Jesus veio a este mundo, viveu uma vida sem pecados e sofreu uma morte sacrificial pela incitação dos líderes religiosos judeus e pelas mãos das autoridades Romanas. Mas como os Cristãos sabem que Jesus viveu uma vida sem pecados e que Jesus era o próprio Deus? Nós não estávamos lá para observar cada pequena coisa que fez Jesus, e ainda se estivéssemos, Deus olha para os pensamentos e intenções do coração. Então alguém poderia supor que Jesus pode ter pecado secretamente em seu coração, ainda que Ele nunca tenha praticado o pecado no mundo externo onde alguém poderia ver. Eu sei que eu já pequei em meu coração muitas vezes, pecados que ninguém jamais viu, mas sim Deus viu. Como poderíamos saber se Jesus não pecou secretamente em sua mente da mesma maneira que eu pequei em segredo na minha mente?

À luz desta consideração, os pecadores que estão por ser salvos do castigo que eles merecem devem ter uma maneira de saber que Jesus realmente viveu uma vida sem pecado e, portanto, tomou sobre si seus castigos. Não é suficiente para Jesus vir ao mundo e viver uma vida sem pecados e morrer pelos demais como um substituto sem que ninguém tenha evidência suficiente para saber que isso aconteceu. Os pecadores não só precisam de um salvador, mas eles também precisam ter evidência suficiente para saber que havia alguém cuja vida sem pecados qualifica essa pessoa para ser um salvador.

Os Cristãos têm sua própria maneira de reconhecer que Jesus foi esse Salvador sem pecados pelo fato de que Deus levantou Jesus dentre os mortos, e que Deus não haveria feito isso se Jesus tivesse pecado. Certamente, os Cristãos podem também olhar para o que Deus disse, na sua palavra, sobre a vida sem pecados de Jesus, se o Espirito dá testemunho interior ao leitor da Escritura de que o que está lendo foi inspirado por Deus. Mas para alguém que está duvidando ou para um incrédulo, uma afirmação simples sobre a inspiração das passagens da santidade de Jesus não seria convincente. Para o incrédulo ou para o crente que duvida, a ressurreição de Jesus nos dá um bom argumento para acreditar que Jesus nunca pecou. O argumento para a falta de pecado de Jesus e, consequentemente, pela capacidade de Jesus de ser nosso salvador, que toma nossos castigos sobre si, pode ser apresentado desta maneira:

1) Deus julga os pensamentos e intenções do coração, e então, Deus considera algo como pecado quando alguém tem a intenção, em seu coração, de atuar sobre esse desejo ainda que a pessoa seja impedida de maneira forçada ou por falta de oportunidade, ou outras considerações egoístas de realizar essa intenção externamente.

2) Se Jesus tivesse uma secreta intenção em seu coração ou mente para pecar, Deus, portanto, teria contado essa intenção como um pecado e Jesus teria sido um pecador assim como nós.

3) Da mesma maneira que Deus não nos levanta dos mortos permanentemente porque somos pecadores (já que a morte física é a maldição de Deus pelo pecado), Deus não teria levantado Jesus dentre os mortos permanentemente se Jesus houvesse cometido pecado. (As ressurreições de Lazaro e outros foram apenas temporáneos e tiveram o propósito de revelar e glorificar Cristo; assim, não são contra-exemplos mas confirmam a reivindicação que Jesus viveu sem pecado, dado que Deus não glorificaría um pecador em tal maneira.)

4) Assim, o fato de que Deus ressuscitou Jesus dos mortos permanentemente é o testemunho próprio de Deus de que Jesus nunca pecou, quer externamente ou nas intenções secretas de seu coração, o que é evidência suficiente para saber que Jesus poderia ser um sacrifício substituto que tomou sobre si os castigos que os pecadores merecem.

Com este raciocínio, apesar do fato que a maior parte da vida externa e da vida mental interna de Jesus nunca foram observadas pelos humanos, os Cristãos ainda podem basear sua convicção de que Jesus viveu uma vida sem pecados e foi Deus mesmo, na conclusão histórica, que Deus ressuscitou Jesus dos mortos, algo que Deus não teria feito se Jesus tivesse pecado. Mas e se os Cristãos não soubessem que Jesus foi levantado dentre os mortos? E se a evidência da ressurreição fosse tão fraca que não seriamos justificados ao acreditar que a ressurreição realmente aconteceu? Neste caso, um pecador seria deixado sem a evidência principal para a convicção de que Jesus viveu uma vida sem pecado, e o pecador, então, não saberia que Jesus viveu uma vida sem pecado de fato. Mas e se um pecador não soubesse que Jesus viveu uma vida sem pecado, então ele também não seria justificado em acreditar que Jesus tivesse salvo o pecador do castigo que ele merece.

Efetivamente, se você tira a capacidade de saber que a ressurreição aconteceu, você tira a salvação dos pecadores. Esse é o ponto que eu gostaria que você lembrasse: Se você me tira a capacidade de saber que a ressurreição aconteceu, você tira de mim a salvação. E foi por conta disso que o apóstolo Paulo mencionou que se Cristo não houvesse ressuscitado, nossa fé seria vã e permaneceríamos em nossos pecados (1 Cor. 15:17)

Agora, você pode estar se perguntando, o que isso tem a ver com o problema do mal no mundo? Essa é uma boa pergunta, e é verdade que pode não ser de modo imediato tão óbvio a relevância que isso tem para a pergunta, 'Por que Deus permite que coisas terríveis aconteçam?' Mas fica comigo um pouquinho mais. Deixemos considerar a ideia de que Deus deveria impedir que as pessoas matassem em todos os tempos e lugares. Isso significaria que Jesus não teria sido morto. Se Deus impedisse pessoas de matar outras pessoas, então os judeus e autoridades Romanas não teriam matado a Jesus, e você não teria a ressurreição dos mortos se Jesus não morresse.

Ademais, os discípulos não teriam sido mortos por sua fé na ressurreição se Deus impedisse as pessoas de matar, mas o sofrimento dos discípulos, e suas dificuldades e morte é a principal razão por que eu estou justificado ao acreditar na ressurreição em vez de acreditar na teoria que os discípulos estavam enganando as pessoas sobre uma ressurreição que nunca realmente aconteceu. Então se Deus impedisse a morte de Jesus e a morte dos discípulos, eu não saberia que Jesus ressuscitou dos mortos, e assim eu não saberia que Jesus foi um salvador sem pecados que pagou com seu sangue pelos nossos pecados. Então se Jesus vai me salvar dos meus pecados, Deus tem que permitir que os discípulos e Jesus sejam mortos.

Agora alguém poderia responder a isso dizendo, "E daí? Sim, talvez Deus tenha que permitir a morte de Jesus e de seus discípulos para que assim saibamos que os discípulos estavam falando a verdade sobre a ressurreição, já que eles não sofreriam e morreriam pelo que eles sabiam ser mentira. Mas isso não significa que Deus deva permitir coisas terríveis que outras pessoas passaram. Deus ainda é injusto por permitir essas outras coisas horrendas."

Eu posso, certamente, me simpatizar com alguém que se sente assim, mas se Deus parasse todas as mortes e assassinatos em todos os tempos e lugares, nos encontraríamos novamente com o problema de não saber que Jesus viveu uma vida sem pecado e que assim ele foi capaz de tomar sobri si nossos castigos. Assim, se Deus impedisse as mortes em outros tempos e lugares na história humana, essas pessoas que seriam salvas fisicamente não teriam uma maneira de ser salvas do castigo de seus pecados.

Deixe-me explicar o porquê. Em nosso mundo, temos vários relatos antigos sobre diferentes discípulos que morreram reclamando a ressurreição, e aqueles relatos são credíveis precisamente porque sabemos que Deus normalmente não impede que as pessoas matem umas às outras. Assim que, em nosso mundo, precisamos explicar por que tantos homens morreriam pela mesma, e singular, reivindicação milagrosa. A melhor explicação histórica é que Jesus realmente ressuscitou dos mortos.

Mas em um universo alternativo, se Deus impedisse assassinatos em qualquer lugar na história humana, incluindo todas as nossas próprias experiências em nossos tempos contemporâneos, por que nós deveríamos confiar nesses relatos antigos sobre discípulos morrendo por sua reivindicação sobre a ressurreição? Esses relatos perderiam muito de sua credibilidade. Se Deus impedisse que as pessoas matassem umas às outras em toda a história humana, exceto nos casos de Jesus e seus apóstolos, muitas pessoas, incluindo eu, seriam bastante céticas sobre alguns antigos relatos históricos de que os discípulos realmente morreram por sua crença na ressurreição. E se não acreditamos em relatos de discípulos que sofreram e morreram por sua crença na ressurreição, então não temos certeza se Jesus realmente ressuscitou dos mortos e, se não tivermos certeza de que Jesus ressuscitou dentre os mortos, perdemos nossa principal base histórica para saber que Jesus viveu uma vida sem pecados e, assim, perdemos a salvação de nossos pecados. Antes que o tempo do julgamento final chegue, Deus não deixará de tentar salvar os pecadores e, por isso, ele não atenderá a nossa objeção de parar assassinos e mortes quando essas mortes são o que nos permite saber que o próprio Deus veio a este mundo e sofreu e morreu de modo que os pecados de pessoas como você e eu pudessem ser perdoados e livrados do tormento sem fim do inferno.

Efetivamente, se tudo o que você fez foi dizer que Deus deveria impedir a morte sempre, então você tiraria meu conhecimento de que Jesus ressuscitou, qual tiraria a minha salvação e a salvação dos demais neste mundo pelo castigo que merecemos por nossos pecados. Deus quer salvar os pecadores desse castigo, e ele não vai virar as costas aos pecadores que precisam dessa salvação, que ao implementar nossa ‘simples solução’ para as coisas terríveis que acontecem exigiria que ele fizesse.

Se você não é um Cristão, saiba que Jesus veio a este mundo, viveu uma vida sem pecados e teve uma morte sacrificial para que os pecadores como eu e você tivessem uma maneira de escapar do castigo que merecemos por nossos pecados. Venha para a cruz de Jesus Cristo. Confesse que você é um pecador, e peça-lhe para tomar seus pecados sobre si para que você possa viver em relacionamento de amor com Ele e com os demais por toda a eternidade. Não existe pecado grande demais para o perdão de Deus. Seja qual for o seu passado, não há nada que você tenha feito que O impediria de dar a você a vida eterna se você vier a Ele com um coração arrependido. Você pode não querer ser salvo, mas pelo menos você deve simpatizar com Deus se a sua intenção é salvar os pecadores e se ele permite o sofrimento e o mal, porque essa é a única maneira para Ele para salvar-lhes.

Palavras-Chave: O Problema do Mal e Sofrimento, A Ressurreição de Jesus

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